Crueldade e solidariedade: fundamentos da ética neopragmatista de Richard Rorty

Marco Antonio Conceição

Resumo


Este artigo propõe apresentar uma compreensão do espaço deliberativo da ética solidarista do filósofo neopragmatista Richard Rorty. O problema que pretendemos responder é como a partir das formas narrativas abordadas na parte final da sua obra Contingência, ironia e solidariedade (1994), a saber O barbeiro de Kasbeam: Nabokov e a crueldade e O último intelectual da Europa: Orwell e a crueldade, referenciam as noções de crueldade e solidariedade como fundamentos essenciais da sua ética solidarista. A referência bibliográfica elementar é a referida obra, especificamente a terceira parte, de título Crueldade e solidariedade. No último capítulo, denominado Solidariedade, Rorty expõe sobre sua compreensão particular da “solidariedade humana” frente à compreensão tradicional do termo que a concebe como algo que existe dentro de cada um de nós, na essência de cada ser humano e que ressoaria a partir da presença do mesmo no outro.

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