O TURISMO E SUAS PRÁTICAS SOCIOESPACIAIS: o caso de Raposa – Maranhão

Alex Nunes Silva

Resumo


O município de Raposa localiza-se na Ilha do Maranhão, em conjunto com os municípios de São Luís, São José de Ribamar e Paço do Lumiar. Raposa tem a sua história vinculada à pesca e à renda de bilro, sendo o resultado de anos de tradição trazida por pescadores cearenses e suas esposas, respectivamente. Buscou-se compreender o desenrolar de parte do cotidiano vivido em Raposa, associado a atividades como a pesca, a renda de bilro e o turismo, esse último enfatizado enquanto prática socioeconômica que dinamiza parte dos moradores, aspecto destacado nos relatos dos promotores turísticos que atuam nas Agências de Passeios Náuticos, das mulheres rendeiras, do Secretário municipal de Turismo e dos turistas.

Desse modo, este artigo tem como objetivo analisar, a partir das suas práticas socioespaciais, o turismo em Raposa, propiciando um olhar acerca das qualidades e problemáticas do turismo local, a partir dos agentes espaciais supracitados. Percebeu-se que, dentre os promotores turísticos das Agências de Passeios Náuticos entrevistados, todos já atuaram nos ramos da pesca ou da renda de bilro. Há, ainda, uma diminuição no número de lojas de renda de bilro, além da falta de divulgação das potencialidades turísticas de Raposa em outras localidades. Para tal, foram elaboradas entrevistas semiestruturadas com os agentes espaciais supracitados, produção de mapas temáticos, além de consultas em bibliografias sobre turismo e origem da cidade. Os resultados revelaram as carências estruturais e de promoção turística, como também as potencialidades naturais e humanas do turismo em Raposa. As falas refletem ainda a satisfação em que as rendeiras e promotores turísticos têm na desenvoltura de seus trabalhos. Raposa mostrou-se como uma Terra que, apesar das problemáticas, mantém as suas tradições a partir do conhecimento do local habitado, gerando a renda financeira que os sustentam no dia a dia e ali fazem a vida acontecer.


Palavras-chave


Turismo; Raposa; Renda de Bilro; Passeios Náuticos.

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DOI: https://doi.org/10.26694/equador.v9i4.12014

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Revista do Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGGEO), do Centro de Ciências Humanas e Letras (CCHL), da Universidade Federal do Piauí (UFPI)

ISSN 2317-3491

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